Jovens usando celular em campanha política digital

Quando penso sobre os rumos da política contemporânea, percebo que conquistar o interesse da juventude tem um peso inquestionável no sucesso eleitoral. O perfil desse jovem eleitor está em constante transformação, especialmente diante da ascensão das plataformas digitais. A minha experiência ao longo das últimas décadas como observador e produtor de conteúdo político me faz afirmar: campanhas que ignoram as práticas e os códigos do universo jovem estão fadadas ao distanciamento.

O voto jovem e sua influência no cenário eleitoral

Já vi o voto da juventude redefinir disputas acirradas. Os números não deixam dúvida. Segundo dados do TSE, até janeiro de 2024 o número de eleitores de 16 a 17 anos aumentou 14,22% em comparação ao último pleito municipal, revertendo anos de queda nesta faixa. Isso mostra uma juventude mais engajada e ciente do seu potencial transformador via voto.

A Semana do Jovem Eleitor de 2024 ilustra esse poder: 83.622 títulos eleitorais expedidos para jovens de 15 a 17 anos, três vezes mais que em 2020, resultado de campanhas digitais bem estruturadas e adaptadas à linguagem do público jovem. Esse aumento não é casual, mas fruto de estratégias que colocam a juventude no centro do discurso e dos meios de comunicação.

Voz ativa, demandas claras e desejo de transformação. O jovem quer ser ouvido.

Por que ocupar os espaços digitais?

Se há um lugar onde a juventude está, é nas redes. A pesquisa da ONG Saber Aprendizes revela: 97,8% dos jovens brasileiros usam redes sociais, com mais de um terço deles investindo três horas ou mais por dia nessas plataformas. As motivações vão do lazer à busca por informação - e nisso reside uma janela imensa para campanhas politicamente inteligentes e bem planejadas.

Ao ocupar TikTok, Instagram, Kwai e outras redes em ascensão, não só abrimos canais diretos de diálogo, como também nos adaptamos ao ritmo, ao humor e ao formato favorito desse público. Não existe mais distância segura para discursos unilaterais: o jovem quer interação, resposta rápida e posicionamento genuíno.

Jovens usando celular em grupos, tela com aplicativos de rede social

Penso que jamais houve tanta convergência entre presença digital e influência política entre a juventude. De dentro dos grupos de mensagens aos comentários de vídeos virais, tudo pode se tornar arena para debates e para o convencimento eleitoral.

1. Linguagem visual e formatos envolventes

Comprovo diariamente que o diálogo acontece, sobretudo, em imagens e vídeos. Não basta mais comunicar: é preciso engajar. Cito aqui o estudo TIC Kids Online Brasil 2021, que revela que 78% das pessoas entre 9 e 17 anos utilizam redes sociais, com destaque absoluto para Instagram (62%) e TikTok (58%). A leitura do público jovem é veloz. Por isso:

  • Vídeos curtos – diretos, dinâmicos e com boa dose de autenticidade: abrem portas para o político mostrar posicionamentos de maneira menos engessada.
  • Memes contextualizados – quando bem usados, aproximam o discurso político do dia a dia do jovem, sem perder o tom.
  • Stories, reels e lives – ferramentas indispensáveis para atualizar propostas, responder dúvidas e mostrar bastidores.
  • Podcasts e áudios curtos – formatos que permitem abordagens aprofundadas sobre temas caros à juventude.

No meu olhar, não existe formato único para acertar esse diálogo. O segredo está em entender qual formato o público gosta de consumir - e, a partir disso, adaptar a mensagem política sem perder sua identidade.

2. Adaptação do tom, humor e linguagem

Percebo que a forma como falamos é tão relevante quanto o conteúdo. O jovem detecta facilmente discursos forçados ou tom paternalista. Então, recomendo três pontos:

  • Falar de igual para igual, reconhecendo as dúvidas do jovem sobre política.
  • Usar o humor com respeito e inteligência, sem infantilizar as questões levantadas pelo eleitor jovem.
  • Evitar jargões técnicos, dando preferência para termos simples e exemplos do cotidiano estudantil, do mercado de trabalho, da pauta ambiental ou de temas de diversidade.
Conversar com jovens exige escuta ativa e respeito. Não subestime a inteligência do eleitor digital.

Foi assim que a campanha do TSE em 2024 envolveu influenciadores e produziu vídeos divertidos com informação verdadeira. O resultado foi engajamento recorde e crescimento no cadastro de títulos entre adolescentes.

3. Temas que mobilizam: proponha causas alinhadas à juventude

Ao observar campanhas de maior sucesso entre jovens, noto uma afinidade com temas que traduzem desejos concretos de transformação. Quando partidos ou candidatos focam em propostas relacionadas a:

  • Educação pública de qualidade e acesso ao ensino superior
  • Emprego, empreendedorismo e renda mínima
  • Meio ambiente, sustentabilidade e clima
  • Respeito às diversidades: étnicas, de gênero, culturais
  • Inclusão digital e combate à desinformação online

Eles não só geram identificação, mas também impulsionam a participação ativa do jovem no processo eleitoral. A juventude quer ver compromisso, mas principalmente ações práticas. Por isso, histórias de candidatos que se envolveram em projetos sociais, participações em mutirões ambientais ou apoios a startups costumam ganhar mais espaço nos feeds.

Urna eletrônica e elementos sobre educação, meio ambiente e emprego

Esse alinhamento é bem mais fácil de coordenar em plataformas digitais, onde o software O Assessor pode ser usado para organizar, segmentar e acompanhar as interações desses temas junto à base eleitoral, criando listas de contatos interessadas em cada pauta.

4. Influenciadores e microinfluenciadores: o poder da recomendação

Já presenciei, em eleições recentes, a força de youtubers, streamers e tiktokers no debate político. Envolver influenciadores digitais (inclusive microinfluenciadores locais) conecta campanhas a comunidades específicas e multiplica a mensagem de forma espontânea.

Os influenciadores têm a confiança do público jovem, e quando endossam uma causa ou candidatura (mesmo sem um pedido explícito de voto), há eco imediato. Podem entrar em ações como:

  • Gravações de vídeos explicando propostas de forma leve e didática
  • Participação em lives ou podcasts políticos
  • Distribuição de conteúdos virais, como challenges ou trends com hashtags de campanha
  • Depoimentos sobre experiências com políticas públicas para jovens

Essa aproximação pode ser potencializada por plataformas de gerenciamento, onde ferramentas como as do O Assessor facilitam o contato direto e a avaliação dos resultados de cada campanha com influenciadores.

Quando o jovem sente que seu ídolo acredita em uma causa, as barreiras caem.

5. Conteúdo viral: criatividade em prol da participação

O viral não acontece ao acaso. Da minha perspectiva, trata-se de aplicar criatividade a temas relevantes e embarcar no ritmo acelerado dos algoritmos. Muitas vezes, um vídeo engraçado, uma dancinha ou um desafio bem bolado tornam-se porta de entrada para discussões sérias e aprofundadas sobre políticas públicas.

Vejo candidatos usando:

  • Filtros personalizados para stories e reels
  • Desafios com hashtags que incentivam compartilhamento (“Mostre porque você vai votar!”)
  • Vídeos colaborativos, reunindo jovens para debater soluções para problemas locais
  • Mashups musicais com mensagens motivacionais
O importante é garantir que o viral seja alinhado aos valores da campanha e não descambe para caricaturas ofensivas ou notícias falsas.

Sei que campanhas que erram a mão na tentativa de viralizar correm o risco de cair no ridículo. Por isso, indico sempre realizar testes, pedir feedbacks e até equipar a equipe com ferramentas de monitoramento como as do O Assessor, capazes de rastrear desempenho de conteúdo viral e ajustar rotas rapidamente.

6. Integração entre online e offline: além das telas

Talvez a maior armadilha seja imaginar o jovem como um eleitor “virtual”. O que começo vendo nas telas geralmente se materializa em ações presenciais. Caminhadas, encontros em escolas, mutirões solidários, eventos esportivos ou culturais atraem ainda mais quando são organizados com base na mobilização do ambiente digital.

Na prática, oriento integrar o convite online a essas ações de forma clara e motivadora. Por exemplo:

  • Usar QR Codes em panfletos ou camisetas que direcionam para vídeos de propostas
  • Transmitir ao vivo debates e encontros presenciais pelas redes
  • Organizar abaixo-assinados digitais que resultam em audiências públicas reais

No meu texto sobre organização eleitoral, detalho como integrar agendas de eventos online e presenciais pode dinamizar muito a mobilização da juventude, tornando-a protagonista e não apenas receptora de mensagens.

Jovens em evento político presencial usando celulares, QR Codes visíveis

7. Organização, automação e feedback em tempo real

Quando se fala em campanhas, gerir o diálogo, responder dúvidas e organizar grupos de voluntários são tarefas diárias que tomam tempo. Já testei diferentes modelos e vejo como ferramentas de automação, como as do O Assessor, ajudam políticos e equipes a manter o foco estratégico, organizando todas as interações em um único lugar.

Algumas dicas práticas:

  • Automatizar disparos de convites personalizados para lives e encontros
  • Segmentar a base de contatos por interesse: emprego, educação, meio ambiente, diversidade, etc.
  • Criar relatórios periódicos de engajamento dos jovens por bairro, cidade ou escola
  • Usar enquetes e pesquisas rápidas para captar ideias e adaptar programas de governo

No artigo Guia para automação do relacionamento com lideranças, compartilhei como ferramentas digitais simplificam processos e entregam segurança para equipes concentrar esforços em ações criativas e eficazes com os jovens.

Respostas rápidas e personalizadas fazem o jovem voltar a conversar e confiar.
Campanhas inteligentes usam dados para ouvir, adaptar e fortalecer o elo com a juventude.

Exemplos de mobilização e impacto real

Além dos números da Semana do Jovem Eleitor, há muitas ações inovadoras capitaneadas pela Justiça Eleitoral, pela sociedade civil e por mandatos conectados à realidade digital dos jovens.

  • Campanhas de vídeos curtos informativos que viralizaram durante o fechamento do cadastro eleitoral.
  • Podcasts semanais com convidados de movimentos estudantis, sempre com linguagem direta e acessível.
  • Lives interativas com perguntas e respostas em tempo real sobre fake news e participação cidadã.
  • Gamificação, premiando jovens por participarem de quizzes e desafios de cidadania política.

Cito também as iniciativas detalhadas no acervo sobre eleições do blog O Assessor, onde há relatos e análises úteis para quem prepara uma campanha olhando para a força da juventude.

Inspiração existe aos montes, mas o segredo está na adaptação à realidade local e no respeito ao protagonismo do jovem nas decisões políticas.

Como mensurar resultados e ajustar estratégias?

Trabalhar com jovens nas redes digitais significa testar continuamente. O acompanhamento de métricas – impressões, curtidas, compartilhamentos, número de mensagens recebidas, presenças em eventos, adesão a grupos etc. – dá o tom do progresso.

  • É importante comparar dados entre plataformas e ajustar investimentos de tempo e recursos onde há mais resposta.
  • Ferramentas como O Assessor ajudam a estruturar relatórios e visualizar tendências de forma clara.
  • Feedbacks abertos, enquetes e monitoramento de comentários são caminhos rápidos para entender qual mensagem funciona de verdade.

Pessoalmente, já vi projetos crescerem e também minguarem de acordo com o uso (ou não) dos dados do público jovem. Ouvir, medir e adaptar: são os verbos que costumo adotar em qualquer planejamento digital.

Só melhora quem aprende com o jovem, dentro e fora das redes.

Integração com comunicação política: mais que tendências

Não se trata de modismos. O que aprendi ao longo dos anos é que campanhas que ocupam espaços digitais, investem em ferramentas de relacionamento e apostam em conteúdo alinhado com as demandas da juventude conquistam mais que votos: criam defensores espontâneos, líderes multiplicadores, formadores de opinião autênticos.

Recomendo revisar sempre conteúdos do blog sobre comunicação de O Assessor para novas ideias e cases atualizados.

Envolver a juventude é um movimento de mão dupla. Quem oferece escuta e ação, recebe engajamento e defesa. O digital é o palco onde tudo isso se constrói.

Conclusão

Trabalhar para envolver o jovem eleitor exige criatividade, respeito e estratégia bem fundamentada. Ao ocupar as redes certas, adaptar linguagem, escolher os temas que mais importam para a juventude, colaborar com influenciadores de confiança, criar conteúdo de impacto, unir ações on-line e presenciais e aproveitar plataformas como O Assessor para organizar todo esse universo, construímos campanhas realmente conectadas ao futuro da política brasileira.

Quem quer renovar a política não pode fugir do universo digital. As estratégias que compartilhei aqui são passos para construir alianças genuínas, ampliar vozes e fazer da juventude protagonista real das mudanças que nosso país precisa.

Se você deseja transformar a sua campanha e estabelecer relacionamentos sólidos com jovens eleitores, conheça o O Assessor. Aproveite o período de teste e experimente como a tecnologia pode aproximar, escutar e engajar cada jovem da sua base!

Perguntas frequentes sobre estratégias digitais para campanhas políticas

O que são estratégias digitais para campanhas?

Estratégias digitais para campanhas consistem em um conjunto de práticas e ferramentas que usam a internet e as redes sociais para dialogar, engajar e conquistar eleitores. Elas envolvem planejamento de conteúdo, escolha de linguagens adequadas, uso de formatos digitais como vídeos, memes e podcasts, além de automatização de tarefas e acompanhamento de resultados por meio de softwares especializados. Essas estratégias buscam alcançar o eleitor onde ele está: no ambiente digital, especialmente entre os mais jovens.

Como engajar eleitores jovens na internet?

Para engajar eleitores jovens, minha experiência indica a necessidade de criar conteúdo autêntico, direto ao ponto e que dialogue sobre temas valorizados por esse público, como educação, emprego, meio ambiente e diversidade. Participação de influenciadores digitais, uso criativo de vídeos curtos, memes e enquetes, além de respostas rápidas e com linguagem acessível, aumentam a participação. A interação não deve ficar só online: convites para eventos e debates presenciais também fazem diferença.

Quais redes sociais atraem mais jovens eleitores?

Segundo pesquisas recentes, TikTok, Instagram e Kwai estão entre as redes preferidas dos jovens, seguidas por grupos de WhatsApp e outras plataformas de mensagens. Esses espaços oferecem formatos rápidos, interação imediata e alto potencial de viralização, tornando-se cenários perfeitos para campanhas que desejam conquistar a atenção da juventude.

Vale a pena investir em marketing digital político?

Sim, acredito fortemente no retorno do investimento em marketing digital político, especialmente quando o objetivo é alcançar eleitores jovens. O marketing digital oferece segmentação, mensuração precisa de resultados, agilidade no ajuste de estratégias e custos mais acessíveis que o marketing tradicional. Além disso, permite construir uma base de relacionamento contínuo com eleitores, estreitando os laços com a juventude mesmo fora do período oficial de campanha.

Como medir o sucesso das ações digitais?

Medição de sucesso em ações digitais envolve análise de indicadores como alcance, engajamento, conversão (participação em eventos, listas ou grupos) e crescimento da base de contatos. Ferramentas como O Assessor auxiliam na organização desses dados e permitem avaliar em tempo real o que está dando certo e o que precisa ser ajustado. O acompanhamento deve ser constante, com adaptações baseadas em feedbacks e nas métricas geradas por cada ação digital.

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Daniel Cal

Sobre o Autor

Daniel Cal

Daniel Cal é o criador do Oassessor, principal ferramenta de gestão política do Brasil. Formado em Administração pela UFPA com pós-graduação em Administração Pública pela PUC Minas, é Fiscal de Receitas Estaduais na Secretaria da Fazenda do Estado do Pará desde 2014. Aos 18 anos, como candidato a vereador em Ananindeua (PA), percebeu a desorganização das campanhas políticas e a falta de ferramentas adequadas para gerenciar relacionamentos e dados. Sem encontrar uma solução no mercado, desenvolveu o Oassessor, que evoluiu com investimentos e novos sócios até se tornar a plataforma mais completa de gestão política do país. Hoje, como sócio cotista, Daniel continua aprendendo, estudando e compartilhando conhecimento sobre política e gestão estratégica.

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